É bom ver o amor em cada canto da casa que tomei para mim naqueles dias em que ali estive presente.
Desde então rimos, brincamos, transamos, conversamos...
"A diferença entre a vida e a arte é que a arte é mais suportável." Bukowski
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Anoitece
Ensaio para Akhmatova
Eu não gostava de três coisas naquele mundo:
a loucura desbravada, olhos frágeis de piedade
e algum querer por agradar aos outros.
Não gostava das verdades ocultas
nem de encontros inesperados
e nem de mulheres histéricas
...e você, por alguns meses, teria sido a mulher dele.
Eu não gostava de três coisas naquele mundo:
a loucura desbravada, olhos frágeis de piedade
e algum querer por agradar aos outros.
Não gostava das verdades ocultas
nem de encontros inesperados
e nem de mulheres histéricas
...e você, por alguns meses, teria sido a mulher dele.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
NÃO ESCONDA A LOUCURA.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Bilhetes extraviados
Não sei o que escrever para hoje.
Apenas me sinto bem e tomarei o meu sorvete, não reclamarei de nada, nem da tv ligada, nem do canto absurdamente alto dos pássaros na janela, nem do fio de luz que atravessa as cortinas do quarto, nem do medo terrível que eu sentia de perder você há exatamente um ano, em baixo do seu travesseiro.
Apenas me sinto bem e tomarei o meu sorvete, não reclamarei de nada, nem da tv ligada, nem do canto absurdamente alto dos pássaros na janela, nem do fio de luz que atravessa as cortinas do quarto, nem do medo terrível que eu sentia de perder você há exatamente um ano, em baixo do seu travesseiro.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Eu poderia dizer sobre todas as suas angústias e seus fracassos mas eu ainda faço parte deles.
Dois passos à frente,
é assim todos os dias.
salvar-se das vidas alheias
como um despertar da solidão.
assim me sinto
não seremos exceções
nem seremos especiais.
a cada dobrar de esquina
um forasteiro nos abraça
e sacrificamos em nosso peito
cada rasteira levada.
tão vazias de sentido
nós poderíamos deixar de ser,
tão desequilibradas
nós gostaríamos de deixar de ser.
Nos salvamos de você
e dos seus fracassos,
dos seus fracassos e de nós mesmas,
então olhe para mim, olhe para mim!
eu estou sentindo o mesmo que você.
então olhe para mim, olhe para mim!
eu estou sentindo o mesmo que você.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Regardez-moi.
Je sens la même chose que vous.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Tem dias que você acorda e...
"Estou morrendo
a cada dobrar de esquina,
perdida no cruzamento,
só, entre duas vias
por aí, na vida
em qualquer lugar da cidade
em algum ponto referente
aos que por ali passam.
'o da moça perdida'.
Que anseia pelo trajeto único
e que seu espírito
não queira direções contrárias
onde os pontos em cada canteiro
ou esquina dobrada façam
o seu coração
bater mais depressa.
Estes são os devaneios
da triste vida cotidiana
daquela moça."
a cada dobrar de esquina,
perdida no cruzamento,
só, entre duas vias
por aí, na vida
em qualquer lugar da cidade
em algum ponto referente
aos que por ali passam.
'o da moça perdida'.
Que anseia pelo trajeto único
e que seu espírito
não queira direções contrárias
onde os pontos em cada canteiro
ou esquina dobrada façam
o seu coração
bater mais depressa.
Estes são os devaneios
da triste vida cotidiana
daquela moça."
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Vous ne pouvez pas me voir (?)
sábado, 15 de outubro de 2011
Carta
Belo Horizonte, 4 de outubro de 2011. 15:42
Na noite passada eu voltei para casa com seus pensamentos e seu peso nos meus ombros, entrei em casa e tirei os sapatos. De volta, e sinto seu cheiro por todas as partes do meu corpo. Seriam precisos longos banhos até que você se fosse de vez, pelo ralo. Mas eu me acostumei assim, vezenquando me desesperava, embora já estivesse um pouco mais tranquilizada com sua perda e soubesse mais do que ninguém no mundo que não iria voltar. Eu não sei o que pensar de nós, quando o vejo aos pedaços, e me desespero por suas lágrimas, pelo peso de tudo, pelo mundo que carrega nas costas, eu não sei o que poderia fazer. Eu gostaria de ajudar se pudesse, embora soubesse que somente não lhe bastaria tapar este vão, por onde passam esses reflexos malditos, que vem te cegando e matando seu espírito lentamente e já soubesse desde o início que pessoas amadas por você, que ganham espaço em sua vida, deveriam se sentir honradas, especialmente aquelas por quem seu peito acalantou tantas e sofridas vezes. Você é uma exceção, você é especial. Eu faria tudo novamente, todos os dias e todas as noites que passamos juntos. Meus braços abertos, estendidos e cansados, estão esperando que seus corajosos passos o tragam para este encontro, e preencha-os enquanto ainda posso sentir o calor do meu peito.
Na noite passada eu voltei para casa com seus pensamentos e seu peso nos meus ombros, entrei em casa e tirei os sapatos. De volta, e sinto seu cheiro por todas as partes do meu corpo. Seriam precisos longos banhos até que você se fosse de vez, pelo ralo. Mas eu me acostumei assim, vezenquando me desesperava, embora já estivesse um pouco mais tranquilizada com sua perda e soubesse mais do que ninguém no mundo que não iria voltar. Eu não sei o que pensar de nós, quando o vejo aos pedaços, e me desespero por suas lágrimas, pelo peso de tudo, pelo mundo que carrega nas costas, eu não sei o que poderia fazer. Eu gostaria de ajudar se pudesse, embora soubesse que somente não lhe bastaria tapar este vão, por onde passam esses reflexos malditos, que vem te cegando e matando seu espírito lentamente e já soubesse desde o início que pessoas amadas por você, que ganham espaço em sua vida, deveriam se sentir honradas, especialmente aquelas por quem seu peito acalantou tantas e sofridas vezes. Você é uma exceção, você é especial. Eu faria tudo novamente, todos os dias e todas as noites que passamos juntos. Meus braços abertos, estendidos e cansados, estão esperando que seus corajosos passos o tragam para este encontro, e preencha-os enquanto ainda posso sentir o calor do meu peito.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
'O quanto antes eu sair, o quanto antes eu decidir por não ficar...'
É o que dizem, é como quando você sabe que é. E então é, mas você tem a certeza de que não quer ficar e pagar pra ver.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Você é uma exceção
Eu me mantenho nesta distância segura.
Tem sido doloroso,
tem sido bonito.
Nós aqui sofrendo por coisas banais,
pela vida, pelo que ela tem a nos ofertar
quando na verdade nós só precisamos fazer escolhas.
Você é uma exceção,
então eu escolhi amá-lo silenciosamente.
Sem nada esperar,
sem saber o que ofertar.
Eu sei, eu sei porque você disse.
Andei caminhando por ruas mais cheias.
As multidões as vezes tem mais compaixão
com você do que você mesmo.
À medida que se ganha espaço para caminhar pela calçada
já não se sente como um tipo de pessoa
que sai de casa
e foge da solidão.
Eu sei, você é uma exceção,
eu disse que você é uma exceção.
Enquanto deseja sair por aí,
salvando pessoas de suas vidas
totalmente alheias e vazias de sentido,
você deveria se salvar.
Salve-se da sua própria vida.
Eu estou bem, eu ficarei bem.
As mulheres da sua vida,
as mal amadas,
as problemáticas,
as alcoólatras
as perdidas;
elas serão perdoadas
você se perdoará.
Então, salve-se da sua própria vida.
Você é especial.
Você é uma exceção.
Tem sido doloroso,
tem sido bonito.
Nós aqui sofrendo por coisas banais,
pela vida, pelo que ela tem a nos ofertar
quando na verdade nós só precisamos fazer escolhas.
Você é uma exceção,
então eu escolhi amá-lo silenciosamente.
Sem nada esperar,
sem saber o que ofertar.
Eu sei, eu sei porque você disse.
Andei caminhando por ruas mais cheias.
As multidões as vezes tem mais compaixão
com você do que você mesmo.
À medida que se ganha espaço para caminhar pela calçada
já não se sente como um tipo de pessoa
que sai de casa
e foge da solidão.
Eu sei, você é uma exceção,
eu disse que você é uma exceção.
Enquanto deseja sair por aí,
salvando pessoas de suas vidas
totalmente alheias e vazias de sentido,
você deveria se salvar.
Salve-se da sua própria vida.
Eu estou bem, eu ficarei bem.
As mulheres da sua vida,
as mal amadas,
as problemáticas,
as alcoólatras
as perdidas;
elas serão perdoadas
você se perdoará.
Então, salve-se da sua própria vida.
Você é especial.
Você é uma exceção.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A carta que não tive coragem de lhe entregar, 29/08/11 - 04:57
As sirenes me chamam de volta para casa. Então, devo seguir o percurso sozinha? Tenho agora mãos vazias, o peito vazio. Você não quer mais estar lá. Não há mais o que perder.
Talvez seja mais fácil para você. Talvez esteja sendo mais doloroso para mim. E não estamos sofrendo pelos mesmos medos, nem pelas mesmas pessoas.
Essa é a verdade, e dói. Como isso me dói.
E eu sei que passa, eu sei que vai passar.
Espero que seja breve.
Ainda que, com os olhos embotados de lágrimas e um sentido qualquer dado às manhãs para sair da cama, eu tenha seus restos impregnados em minha triste vida cotidiana.
Quão doloroso... Por deus! Quão doloroso...
Como é triste a despedida.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Quão triste é, e assustador quando você chega em um determinado momento da vida em que deixa de acreditar completamente que o amor é capaz de deixar as pessoas menos egoístas e individualistas.
Você foi vencido pelo cansaço dos dias tentando acreditar nisso. E finalmente volta para casa cabisbaixo, com as mãos vazias nos bolsos, desejando poder um dia sair confiante novamente sem que alguém, naquelas circunstâncias cruze o seu caminho.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Seu mundo silencioso
Gostaria que ficasse com sua individualidade tão incomoda, agora. E seus livros velhos, e os novos, os amores antigos, as lágrimas passadas, as que estão prestes a deslizar em seu rosto que eu tanto gosto de beijar... E que o tranquilize enquanto deslizam sob a tua alma tão machucada, que sejam tão longas quanto o tempo que esperaria passar com você. E que essas, findem em seus lábios que tanto ansiei tocar com os meus lábios mais uma vez. E quando as horas passarem, as luzes se apagarem, as baratas estarão a tomar conta das suas memórias pela cozinha, pelos nossos poucos e raros banhos juntos, pelos nossos amores e medos e segredos deixados na estante empoeirada. Então o deixarei em paz, então eu finalmente poderei deixá-lo em paz. Enquanto estou aqui aos cacos, o vendo ir embora, com as mãos vazias, sem poder dizer nada.
Eu caminho pelas ruas, estou a ver casais felizes ao meu redor. Nós nos cruzamos a cada 3 passadas. Eu me curvo, cabisbaixa ponho as mãos vazias nos bolsos, com vergonha por me olharem com suas caras debochadas, sabendo que não tenho mais a sua companhia.
Eu caminho pelas ruas, estou a ver casais felizes ao meu redor. Nós nos cruzamos a cada 3 passadas. Eu me curvo, cabisbaixa ponho as mãos vazias nos bolsos, com vergonha por me olharem com suas caras debochadas, sabendo que não tenho mais a sua companhia.
Eu planejei os anos que poderia passar com você, algumas poucas viagens, nossos banhos juntos, os nossos fins de semana fugindo do mundo embaixo de um cobertor junto a um pote de sorvete do tamanho de nossas vontades... Mas estou aqui, com meu peito amortalhado, com medo de que você nunca mais volte. Não sei mais onde guardo o meu amor. As suas gavetas estão cheias, as suas palavras estão fartas, talvez eu não caiba mais na sua vida, nos seus planos, enquanto só tenho suas cartas antigas de amor e seus restos nas minhas entranhas junto ao seu gosto e cheiro espalhados pelo meu corpo esguio e feio. Talvez você não queira mais o meu amor.
As nossas fotos são mais cruéis quando as vejo felizes transpirando nosso amor por aí. Eu não o encontro mais em lugar algum, você desmereceu as minhas carícias e os meus beijos. E o que posso fazer? Bom, eu não posso fazer mais nada simplesmente porque não sei se devo fazê-lo.
Ponho-me ao telefone, ouço seu choro que me faz chorar, a sua tristeza que também me entristece. Eu poderia dizer se ainda me quisesse. Pois gastei cinquenta e nove hoje. As que sobraram ainda são suas. Guardei o resto pra você.
Ponho-me ao telefone, ouço seu choro que me faz chorar, a sua tristeza que também me entristece. Eu poderia dizer se ainda me quisesse. Pois gastei cinquenta e nove hoje. As que sobraram ainda são suas. Guardei o resto pra você.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
última(s) chance(s)
A dor de um último suspiro
ah, finalmente
e eu me curvo
diante da sobrevivência
não há mais o que perder
a não ser o próprio dedo
que puxa o gatilho.
Mas por deus do céu!
não há de ter coragem para viver
quem dirá para matar!
Eis o meu alívio,
estive cansada esses anos todos
e por mais alguns meses
sobrevivo.
Já não tenho mais nada
nem o amor dos outros
e nem o próprio.
Finalmente estou só.
Louise Martins
domingo, 21 de agosto de 2011
Quarto Parágrafo - Carta
Eu estou aqui, parada na beirada da cama, no limite dos meus pensamentos. Sem saber por onde começar. A cama está vazia. Nela cabem três de mim. Nem uma de mim sequer está completa, quem dirá outras duas. E como se já não bastassem os meus tropeços, como se já não pudesse onde mais errar, estou aos prantos, esperando um sinal de vida, qualquer palavra minha preenchida de coragem pra me tirar deste buraco.
Não sei se ainda tenho algo mais a perder, algo que fizesse sentido. Eu não sei mais se posso amar, mesmo sendo em vão. Cá estou. Aos pedaços, querendo juntar os cacos, tomada de vergonha e arrependimento pedindo por favor para que ainda me ame. Por favor...
Não sei se ainda tenho algo mais a perder, algo que fizesse sentido. Eu não sei mais se posso amar, mesmo sendo em vão. Cá estou. Aos pedaços, querendo juntar os cacos, tomada de vergonha e arrependimento pedindo por favor para que ainda me ame. Por favor...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
"Espanhol", por Julyano Abnner
Espanhol
"O som toca
Não se tem palavras nas tardes
As folhas se agitam lá fora
O céu é laranja
Nem sempre se vive de lilás
O vermelho sim
Paira nos cabelos e nos lábios
Não sinto a morte tão de perto
Não a vejo a alguns anos
Passei por ela
Brinquei com sua cara
E voltei a vida
Com meus olhos
E meus ouvidos
Pensei nas coisas que poderia ter
E acabei entendendo
Que uma garrafa era redonda demais
Pra me dizer as verdades
Que me eram escondidas
E que me atormentam
Quando me olham
Eu olho
Hoje
Eu olho."
Este me faz sentir como se pudesse me esconder dentro de uma garrafa ainda com álcool preenchendo-a até a metade. E eu, mergulhada em devida transparência, desejando me esconder da vida lá fora, a observar um pássaro azul enquanto despejam-lhe bebida a soprar cigarros alheios a sua volta... Me liberto das angústias aos goles. E vomito toda a minha vida desordenada pelo chão do meu apartamento limpo. Vejo sangue, vejo o que bebi, o que pude comer, o que não pude, o que guardei em excesso. Junto as lágrimas no lençol. Poderia dormir se quisesse.
Cinco da manhã. Eu vou à cozinha fazer café. E vou sair pelas ruas atravessada nos postes, acendendo o cigarro matutino que agride meus pulmões cinzas, da cor do caos nas cidades.
Louise Martins
Louise Martins
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Terceiro Parágrafo - Incompleto se fez
Eu fico procurando esse vazio que mal sei quem é, o que é. Um vão da vida que nasceu assim, cresceu assim e talvez tenha sido feito pra ser assim até que se torne como algo de costume. Eu abro as portas, as janelas, deixo o abraço mais largo... É este o meu desespero, que se faz presente nos vãos das portas, nas gretas das janelas, no abraço frouxo. Não estaria pronta para fazê-lo. Esconder o medo entre umas anotações velhas, cheias de resquícios, cheias de passado e receios e previsões de tudo aquilo que já se esperava não seriam prova do que se guardar dos outros. Anseio que ao menos por um dia, este medo me tome e o faça por mim.
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