"A diferença entre a vida e a arte é que a arte é mais suportável." Bukowski
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domingo, 9 de janeiro de 2011

As ruivas de Schiele

Two Reclining Girls, 1911


                                              Sitting Woman with Legs Drawn Up, 1917

Woman in a Golden Cape, 1908

                                               Kneeling Female in Orange Dress, 1910

Female Nude, 1910

  Nude Girl with folded arms, 1910

 Sitting Woman With Her Right Leg Bent, 1917

                                                               Seated Girl, 1911


                                            Nude with blue stockings bending forward, 1912
                                               
                                                             The Family, 1918
    
Two Womem, 1915
Portrait of a Woman With Black Hat Gertrude Schiele, 1909

                                                           Scornful Woman, 1910
   
Woman Undressing, 1914
  
                                Knielende, Halfnaakte Vrouw, Naar Links Gebogen
             
                                       Kneeling Girl, Resting on Both Elbows, 1917





                              
Dawn - Dario Marianelli
  
 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Minhas doses, minhas vidas.

                                                       Seated Girl 1911, por Schiele.




Não farei mais promessas se nunca poderei cumpri-las. 
Cá estou, embriagada de champagne mais uma vez, com a blusa suja de vinho e falta de pudor denunciando minha cara. Isso me faz feliz no primeiro dia do ano, portanto não faltarão dias para me embriagar. Por um momento pensei: "que comemoração mais horrorosa e medíocre estou participando". Apenas preenchi um lugar num daqueles sofás e poltronas solitárias decorando a sala. Uma merda de reveillon até me deparar com aquelas garrafas lustradas que pareciam nunca terem sido tocadas. Lá estavam, prontas para serem abertas, exalando um perfume, sabores inconfundíveis e encorpados, tal como a embriaguez. Tive o prazer de abrir o vinho, derramá-lo sem culpa em minha blusa e por fim degustar aquela bebida só aberta em ocasiões especiais. Mesmo não me parecendo especial, hoje me senti especial ao voltar para casa com olhos de ressaca. Talvez essa necessidade do excesso de álcool fale quem sou realmente. Me cansa ter que dizer e me mostrar o tempo todo. Eu não sei de nada, não sou nada. E se o fato de que eu pareço uma fracassada e estúpida quando me encontro nesse estado de espírito continuar incomodando tanto, peço licença só para mais uma dose.
Quero continuar tendo o prazer de voltar para casa sabendo que pude trocar a tristeza por doses de felicidade, alguns passos trocados e preguiçosos, a visão distorcida e embaçada da minha vida ausente de cores, amores e importância.
Eu estou feliz, me sinto feliz. E gosto imensamente disso. 






    Louise Martins.


   

Musique pour quelque chose


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