"A diferença entre a vida e a arte é que a arte é mais suportável." Bukowski
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Corpo(s)












                                         



Nan Goldin

              

quinta-feira, 28 de abril de 2011

"Sozinho com todo mundo"


                                        Ryan in the tubNan Goldin.



a carne cobre o osso
e eles colocam uma mente
dentro e
às vezes uma alma,
e as mulheres quebram
vasos contra as paredes
e os homens bebem
demais
e ninguém acha
alguém
mas continuam
procurando
rastejando pra dentro e pra fora
das camas.
a carne cobre
o osso e a
carne procura
por mais
carne.
não há chance
no final das contas:
estamos todos emboscados
por um destino
em comum.
ninguém nunca encontra
ninguém.
depressão preenchida
ferros velhos preenchidos
hospícios preenchidos
hospitais preenchidos
túmulos preenchidos
nada
preenchido.


Bukowski

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Roommate with teacup, Boston, 1973. 
 Por Nan Goldin.



Poema do meu quadragésimo terceiro aniversário 

acabar solitário
na sepultura dum quarto
sem cigarro
ou vinho
apenas uma
lâmpada
e uma pança
cinza e peluda
e
feliz
por estar numa espelunca.
… pela manhã
eles estão lá fora
ganhando grana:
juízes, carpinteiros
encanadores, doutores
jornalistas, policiais,
barbeiros, lavadores de carro,
dentistas, floristas,
garçonetes, cozinheiros,
taxistas…
e você
se vira para o lado
para que o sol que vai de encontro
aos seus olhos
seja desviado
para que você sinta a luz solar
nas suas costas repousar.


Bukowski.

             

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

                                   Foto: Nan Goldin




 Sentimento maldito que vem visitar minha casa e tirar meu sossego, minha paz. Diante disso eu penso na tremenda e vasta solidão que vem me invadindo, aparecendo de propósito e chega assim, como um 'sacana'. Arranca minhas portas, minha armadura construída com tanto esforço pelo ego, pelos meus dias sagrados de autoestima elevada, de autoconfiança. Ver você sorrindo de olhos fechados, nossa respiração sincronizada, cheia de mãos e afeto, cheios de amor e sem medo de doar... Então penso, meu Deus! Por que faz isso, como tem a coragem de fazer isso comigo? Diz na minha cara, sem rodeios, por que diabos me faz sentir a pessoa mais maravilhosa do mundo? Eu lhe dou tudo o que tenho, de mais bonito, sincero e doce que restou de mim. Do meu sofrimento, das dores que me deixaram tantas vezes com o peito escancarado pra ver  tudo o que eu ainda tinha de bom ir embora. Me deixando sem nada à oferecer, sem nada do que aproveitar. Cubra meu corpo com  o seu corpo e quando eu estiver pior,  dê um pouco do seu cheiro aos meus cabelos me fazendo sentir a pessoa mais maravilhosa, como você sempre faz.






Louise Martins.


              

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

                              Suzanne on the train, Wuppertal, West Germany, 1984.
                                        Por Nan Goldin.
                                                       




Veja bem como são as coisas.
Eu consegui estragar tudo,
em prantos, lamentos me encontro
simplesmente por ter perdido
ou pior, por ter me desprendido
do que era tão bonito, harmonioso, organizado.
Larguei o corpo, tão fácil
agora o pior é ficar sem amor
que eu tanto tinha medo de dar.
Ficou vazio sem o seu,
o meu está por aí, vagando
sem rumo, amedrontado
e arisco.
Acho que se perdeu.







  Louise Martins
     

Musique pour quelque chose


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