"A diferença entre a vida e a arte é que a arte é mais suportável." Bukowski
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quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Espanhol", por Julyano Abnner

    Espanhol

"O som toca
Não se tem palavras nas tardes
As folhas se agitam lá fora
O céu é laranja
Nem sempre se vive de lilás
O vermelho sim
Paira nos cabelos e nos lábios
Não sinto a morte tão de perto
Não a vejo a alguns anos
Passei por ela
Brinquei com sua cara
E voltei a vida
Com meus olhos
E meus ouvidos
Pensei nas coisas que poderia ter
E acabei entendendo
Que uma garrafa era redonda demais
Pra me dizer as verdades
Que me eram escondidas
E que me atormentam
Quando me olham
Eu olho
Hoje
Eu olho."




 Este me faz sentir como se pudesse me esconder dentro de uma garrafa ainda com álcool preenchendo-a até a metade. E eu, mergulhada em devida transparência, desejando me esconder da vida lá fora, a observar um pássaro azul enquanto despejam-lhe bebida a soprar cigarros alheios a sua volta... Me liberto das angústias aos goles. E vomito toda a minha vida desordenada pelo chão do meu apartamento limpo. Vejo sangue, vejo o que bebi, o que pude comer, o que não pude, o que guardei em excesso. Junto as lágrimas no lençol. Poderia dormir se quisesse. 
Cinco da manhã. Eu vou à cozinha fazer café. E vou sair pelas ruas atravessada nos postes, acendendo o cigarro matutino que agride meus pulmões cinzas, da cor do caos nas cidades.

Louise Martins

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Preciso desse calor, desse amor, desse ardor...." Felipe Augusto Barbosa e Peres

    Sincero

Quis o mar, quis a brisa, quis a vida...
Mas você, essência da terra, tragou-me em seu âmago.
Quis voar, quis correr, quis amar...
Mas a vida, traiçoeira e abençoada vida, me levou ate ti.


Não anseio amores vãos...
Não desejo gostos, cheiros, tatos...
Preciso desse calor, desse amor, desse ardor....
Que me perde, aquece, esquece, enlouquece...


E um dia, bem cedo, irei pensar:
"Nessa vida fulgás
Em que a lástima se esguia em cada esquina
Fui vítima, real e confessa, de uma dor
Quente e viva, que descobri vencido, ser amor..."




Felipe Augusto Barbosa e Peres

 
 
         

terça-feira, 21 de setembro de 2010

De Felipe Augusto Barbosa e Peres.

     Ai, essa Gente


" Essa gente que vive assim...
  Pensando em o que vestir
  Em o que dizer, em o que levar
  Pra onde ir, pra não errar.

  Essa gente que vive pelo externo
  Pela fama, pela lama
  Pela lida, pra quem ama
  Pelo belo, pelo contorno.

  Essa gente que não pensa por si só
  Vive de influências, de tendências
  De cadências, reminecências...
  Que admira o ser, e o recrimina.

  Essa gente não me interessa
  Essa gente não me completa
  Essa gente não me desperta
  Essa gente não me Liberta."






Felipe Augusto Barbosa e Peres.




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