"A diferença entre a vida e a arte é que a arte é mais suportável." Bukowski
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011



"A tua voz, os teus olhos,
as tuas mãos, os teus lábios.
O nosso silêncio, as nossas palavras.
A luz que desaparece,
a luz que regressa.

Um único sorriso para os dois.
Por precisar de saber,
vi a noite criar o dia,
sem que mudássemos de aparência.

Ó bem amado por um.
em silêncio, a tua boca
prometeu ser feliz.
"Afasta-te, afasta-te", diz o ódio.
"Aproxima-te mais", diz o amor.

Pelas nossas carícias,
saímos da infância.
Vejo cada vez melhor
a forma humana.
Como um diálogo entre amantes,
o coração só tem uma boca.

Tudo é ao acaso.
Todas as palavras são espontâneas.
Os sentimentos à deriva.
Os homens vagueiam pela cidade.

O olhar, a palavra,
e o fato de eu te amar.

Tudo está em movimento.
Basta avanças para viver,
seguir em frente, em direção
a tudo o que amamos.

Ia na tua direção, seguia sem parar em direção à luz.
Se sorris, é para melhor me envolveres.
Os teus braços luminosos entreabrem o nevoeiro."


    

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"le désespoir n’a pas d’ailes, l'amour non plus"

“je le sais bien.”


le désespoir n’a pas d’ailes,
l’amour non plus,
pas de visage,
ne parlent pas,
je ne bouge pas,
je ne les regarde pas,
je ne leur parle pas
mais je suis bien aussi vivant que mon amour et que mon désespoir.


"eu sei bem"


o desespero não tem asas
o amor também não,
nada de rosto,
não falam,
eu não me mexo
não olho pra eles
não lhes dirijo a palavra
mas estou tão vivo quanto o meu amor e meu desespero.


                     


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Je t'aime

Je t'aime pour toutes les femmes que je n'ai pas connues
Je t'aime pour tous les temps où je n'ai pas vécu
Pour l'odeur du grand large et l'odeur du pain chaud
Pour la neige qui fond pour les premières fleurs
Pour les animaux purs que l'homme n'effraie pas
Je t'aime pour aimer Je t'aime pour toutes les femmes que je n'aime pas
Qui me reflète sinon toi-même je me vois si peu
Sans toi je ne vois rien qu'une étendue déserte
Entre autrefois et aujourd'hui
Il y a eu toutes ces morts que j'ai franchies sur de la paille Je n'ai pas pu percer le mur de mon miroir
Il m'a fallu apprendre mot par mot la vie
Comme on oublie
Je t'aime pour ta sagesse qui n'est pas la mienne
Pour la santé
Je t'aime contre tout ce qui n'est qu'illusion
Pour ce coeur immortel que je ne détiens pas
Tu crois être le doute et tu n'es que raison
Tu es le grand soleil qui me monte à la tête
Quand je suis sûr de moi.
Paul Eluard.

Musique pour quelque chose


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